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CACD - HISTÓRIA MUNDIAL

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O jovem Lumumba (1925-1961), no Congo belga, tinha ideias socialistas, mas estava motivado pela febre nacionalista para render a independência do seu país; após a independência (30 de junho de 1960), os desdobramentos internos e as divergências pelo poder levam à internacionalização do conflito, num contexto de Guerra Fria, até a morte de Lumumba, em 1961.

Nehru (1889-1964), na Índia, seguirá uma ideologia parecida, com tendências socialistas, mas o método empregado por ele será bem mais pacífico, muito embora o qualificativo seja contestado por alguns adversários; vira primeiro ministro depois da independência (15 de agosto de 1947) e permanece como chefe do governo até a sua morte.
Nasser (1918-1970) vinha de uma linhagem militar, e conseguira uma popularidade importante no Egito, o que contribuiu para construir uma imagem carismática entre a população; no entanto, o Egito já era independente desde 1922 da Grã-Bretanha, que conseguira o mandato sobre o território logo após o desmantelamento do Império Otomano (1920); a sua popularidade vinha das lutas pela república, contra a monarquia (república declarada em 18 de junho de 1953) e pela sua atitude na Guerra de Suez (1956), quando nacionalizou o canal, o que gerou um conflito contra Grã-Bretanha e a França, que Nasser vence.
Ho Chi Minh (1890-1969), voltado para o comunismo como ideologia, depois da Segunda Guerra, luta contra os franceses e torna o Vietnã do Norte independente em 1954, e incita os Vietcongs a fazerem o mesmo no Vietnã do Sul, que culmina na unificação em julho de 1976.
(Página 280).
A guerra da Indochina não foi um processo pacífico, nem para os Franceses, nem para os Ingleses e muito menos para os americanos. A Indochina era uma colônia francesa que, durante a Segunda Guerra Mundial, fora dominada pelos japoneses, e os franceses motivaram as populações locais contra o ocupante. Depois da Segunda Guerra, a Indochina inicia, com Ho Chi-Minh uma guerra pela independência do país, que ele adquire dos franceses depois da vitória de Dien Bien Phu, em 1954. A vitória é dada e a França reconhece a independência na Conferência de Genebra, dividindo a Indochina em 4 partes: Vietnã do Sul (República do Vietnã), Vietnã do Norte (República Democrática do Vietnã), Laos e Camboja. O Vietnã do Norte de Ho Chi-Minh adota o comunismo e estabiliza-se, enquanto que o Vietnã do Sul é entregue a um governo instável, apoiado pelas potências ocidentais. O Vietnã do Norte passa a tentar incorporar o Sul para criar um Estado único, através de um plebiscito, que o Sul recusa. Inicia então uma guerra dos Vietcongs (Comunistas no Sul), apoiados pelo Vietnã do Norte, contra o próprio Estado do Vietnã do Sul, que logo atrairá os EUA para o conflito, com o argumento de evitar um efeito dominó comunista na Ásia do Sudeste. A guerra de guerrilha que se inicia dos Vietcongs contra os EUA culmina em um conflito violento, favorável ao Vietnã do Norte. A guerra termina em 1975 e a unificação é feita em 1976, e o novo Estado passa a ser a República Socialista do Vietnã;
(Página 280).
• Contrarrevolucionários: podemos classificar como contrarrevolucionários todos aqueles que se colocavam contra o advento da Revolução. De nobres a membros da Igreja, que teriam seus privilégios violados, passando por camponeses que aderiram ao discurso de seus patrões, chegando às monarquias vizinhas da França, que temiam a difusão dos princípios de "liberdade, igualdade e fraternidade", que ecoavam pelas ruas de Paris.
• Terceiro Estado: nos primeiros momentos da Revolução Francesa, os membros do terceiro estamento estavam juntos, unidos por um mesmo ideal: acabar com os privilégios do clero e da nobreza. Porém, com o decorrer do processo revolucionário, diferentes propostas dividiram tal grupo.
• Girondinos: assim conhecidos porque seu líder, Brissot, representava o departamento da Gironda e também devido ao fato de que seus principais membros eram provenientes desta região, representavam os interesses da alta burguesia (banqueiros, industriais e grandes comerciantes), possuíam discurso moderado, almejando uma revolução política, sem grandes transformações sociais, e adotando postura crítica com relação ao radicalismo dos setores populares.
• Jacobinos: estes, liderados pela baixa burguesia (pequenos comerciantes, profissionais liberais e donos de oficinas artesanais) e contando com o apoio das classes populares (chamadas de forma pejorativa de sans-culottes), reuniam-se no convento de Saint Jacques (de frades dominicanos) e por isso ganharam tal denominação. Muito influenciados pelos escritos de Rousseau, defendiam uma revolução não somente política, mas também social.
• Sans-culottes: grosso modo, eram trabalhadores urbanos de Paris, que desejavam o fim dos privilégios da aristocracia, alimentos mais baratos e uma maior igualdade social. • Pântano ou planície: grupo composto por deputados que oscilavam politicamente entre as tendências majoritárias, ou seja, os jacobinos e os girondinos.
• Cordiliers: assim eram chamados os representantes das camadas mais baixas na Assembleia Nacional.
• Feudillants: representantes da burguesia financeira.
DANIEL DE ARAUJO DOS SANTOS,FABIANO SILVA TAVORA. Coleção Diplomata - História Geral (pp. 62-63). Saraiva. Edição do Kindle.